O Artista

O Artista

Oscar Araripe (n. Rio de Janeiro, 19 de Julho de 1941). Pintor, desenhista, escritor, ensaísta, crítico e teórico de Arte e Cultura, arte-educador, periodista e animador cultural.

Formado em 1968 pela Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro, foi eleito para o Diretório do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), e atuou na Ação Popular (AP). Punido três vezes nos quatro primeiros anos da Ditadura, foi anistiado pelo Governo Brasileiro, em 2012. Bolsista na Universidade Pro-Deo, de Roma, Itália, frequentou seminários na Universidade de Harvard, USA.

Jornalista cultural no Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Última Hora, escreveu o ensaio China, o Pragmatismo Possível, 1974, alcançando grande sucesso de público e crítica - e editou, com Augusto Rodrigues, o jornal Arte e Educação.

É membro fundador da INSEA, Sociedade Internacional de Educação Através da Arte. Autor da trilogia literária Maria, Marta e Eu, sua obra foi analisada por Antônio Houaiss, Eduardo Portela e José Paulo Moreira da Fonseca. Oscar Araripe é o inventor do “Pessoalismo” ou “Nova bela arte”. Segundo o pintor, o pessoalismo consiste na afirmação do universo da pessoa do artista e se propõe reanimar as belas artes, inovando e reafirmando seus valores eternos. Araripe inventou e introduziu na Pintura a vela náutica (dracon poliester) como suporte (1984). A vela náutica, além de mais resistente, não permite o desenvolvimento de fungos nem o craquelê na pintura e, por ser sintética, harmoniza-se perfeitamente com as tintas sintéticas. Introduziu ainda o film laser (como substituto do papel vegetal, onde também inovou) e desenvolveu técnicas próprias, como as transparências obtidas pelas pinturas por trás dos suportes, o uso dos markers e da aquarela acrílica. Tais inovações permitiram-lhe, inclusive, expor permanentemente ao ar-livre grandes telas, com estruturas de ferro como moldura. Sua obra Extinção Nunca Mais, por exemplo, exposta durante a Conferência das Nações Unidas, Eco-92, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil, atingiu público estimado de 2 milhões.

Pintor paisagista, marinista, realista e subjetivo, possui vasta obra, em fase de catalogação pela Fundação que leva seu nome. Sua obra de pintura e desenho, inovadora, alegre e vivaz, mereceu a atenção crítica de Frederico de Moraes, Pierre Santos, Sérgio Paulo Rouanet, Jean Boghici, Luiz Galdino, Mário Margutti, Milton Ribeiro, Fernando Lemos, Alberto Beuttenmuller, Tertuliano dos Passos, Marylka Mendes, Wilson Lima, José Roberto Teixeira Leite, Oscar D'Ambrosio, Jacob Klintowitz e Gustavo Praça, entre outros. A destacar-se ainda sua obra Os Pilares, de 1200 imagens, e seus bicos-de-pena sobre Tiradentes e São João Del Rei, Ouro Preto, Bahia e Ceará, assim como seus eróticos, de grande pureza, e seus cobiçados jarros de flores, de grande alegria e frescor. Retratou três heróis brasileiros: Tiradentes, Bárbara de Alencar e Tristão Araripe, os dois últimos seus parentes.

É citado na Bibliografia do Grande Dicionário Aurélio e verbete na Enciclopédia da Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho. Figura na Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais.

Realizou quase uma centena de exposições, majoritariamente individuais, no Rio, em Minas, na Bahia, em Brasília, no Ceará e em São Paulo. Expôs nos Estados Unidos, França, Espanha, Eslovênia, Grécia, Cuba, Reino Unido, China e México. Possui galeria pessoal em Tiradentes desde 92, e é instituidor, com outros, da Fundação Oscar Araripe / www.oafundacao.org.br Presentemente escreve Minha Vida de Pintor, que disponibiliza em seu site www.oscarararipe.com.br , onde apresenta suas idéias sobre a pintura, a literatura e a vida em geral.

Em 2010 expõe na Bienal de Chapingo, no México e seu mural Flores para o Rei-Poeta Nezahualcoyotl é entronizado em caráter definitivo no Centro de Formação Artístico e cultural da Universidade Federal Chapingo, no México, ao lado da bela capela pintada por Diego Rivera. Em 2011 expõe Flores na Galeria Manuel Bandeira da Academia Brasileira de Letras, no Rio, apresentado por Sergio Rouanet e Alexei Bueno -, e publica o artbook Oscar Araripe: capa dura, 030x030cm, bilingue, 348 páginas, com cerca de quatrocentas imagens, textos do autor e fragmentos críticos de renomados críticos e intelectuais brasileiros e estrangeiros. Ainda em 2011 é entrevistado por George Vidor e Guto Abranches na Globo News sobre o tema A Pintura na Economia Globalizada, com audiência aferida de cerca de 60 milhões de pessoas. Realiza ainda, com Sergio Rouanet, palestra na Academia Brasileira de Letras sobre o Centenário de Araripe Jr. Ainda em 2012 é convidado pelo Ministério da Cultura da China e pelo Comitê Olímpico Internacional para expor na Creatives Cities / Olympic Fine Arts2012London, no Barbican Center / Museu de Londres, Inglaterra, onde lança seu artbook internacionalmente, e ganha medalha de ouro com sua tela As Flores abraçam o Mundo. A obra premiada passa a figurar no Forever Memorial das Olimpíadas, em Londres.

A 11 de abril de 2013 inaugura a exposição Flore na Galerie Teodora, em Paris, França. Em 2014 passa a expor permanentemente na Galerie des Glaces, em Nantes, França; é agraciado com o conjunto de medalhas Pedro Ernesto, maior honraria do Município do Rio e abre sua Home Gallery em Belo Horizonte, no bairro do Anchieta/Sion, com visitação agendada. Ganha Prêmio de Aquisição na 1ª Bienal das Artes, de Brasília, DF, com a obra Flores com Borboletas. Ainda em 2014 ganha, em Paris, a centenária Medalha de Ouro Arts, Science et Lettres, uma das maiores condecorações da França e a Medalha Cidade de Buenos Aires, ofertada pela administração local.

Em 2016, ganha o Prêmio de Aquisição na exposição Aomei Fine Arts Exhibition, no Museu Histórico Nacional, exposição oficial das Olimpíadas Rio-2016. Cidadão Honorário de Tiradentes, MG, onde mora e tem estúdio desde 1990, é fundador do Instituto da Liberdade Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e da Academia de Letras Jurídicas de São João Del Rei e Tiradentes. Seu díptico Tiradentes, o Animoso Alferes (3 metros de altura por 3 metros de largura), pintado para o Bicentenário da Morte do Herói, em 1992, foi exposto no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, no Museu da República, no Rio, no Forum de Tiradentes, MG, na Praça Tiradentes, em São João Del Rei, MG, na Universidade Federal de São João Del Rei, MG, na Câmara de Mariana, MG e na Fundação Oscar Araripe, em Tiradentes, sendo uma das imagens mais conhecidas do mártir. Recentemente foi agraciado com a Medalha Tiradentes, maior honraria do Legislativo fluminense e recebeu o título de Cidadão Honorário de Minas Gerais.

Seu mural Tiradentes, o Animoso Alferes foi entronizado em caráter definitivo na Faculdade Nacional de Direito, por ocasião do centenário do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO), em comemoração ao Dia Nacional da Liberdade, a 12 de novembro, data do batismo e nascimento do herói. Nesta oportunidade foi agraciado com o Diploma e a Medalha da Comenda da Resistência Cidadã.

Em 2017 Seu painel Tiradentes, o Animoso Alferes, versão Ouro Preto, é entronizado no hall principal da nova sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Na ocasião a Memória do Judiciário publica o catálogo Oscar Araripe e a Confraria Filmes produz o documentário Os Tiradentes de Oscar Araripe. Ainda em 2017 recebe a Medalha da Comenda Lyda Monteiro da Silva, da CAA Vanguarda /OAB-MG e participa da exposição #ArteLiberdade na Fachada Digital da UFMG, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Oscar Araripe é Diretor Cultural da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade Nacional de Direito - Alumni /FND e da Artes, Ciências e Letras / Sociedade Acadêmica de Incentivo à Educação Jurídica e Republicana de São João Del Rei e Tiradentes e Conselheiro Emérito do Conselho de Minerva da Universidade Federal do Rio de Janeiro / UFRJ.

Em 2018 é o “ Artista Homenageado” da Bienal das Artes de Brasília e expõe O Brasil Nunca Mais o Brasil. Em julho de 2018 recebe o título de Cidadão Honorário de Ouro Preto no Teatro da Ópera, onde 50 anos antes fez seu primeiro trabalho artístico, uma adaptação do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.

Em abril de 2019 é convidado pela Harvard e o MIT a expor Flowers for Harvard no Harvard Science Center e no Massachusetts Institute of Technology. Ainda em abril, a mesma exposição é mostrada no Art Studio da Leverett House, em Cambridge e no Harvard Club, em Boston. Na oportunidade o pintor realiza workshop com os alunos de arte no Art Studio da Leverett House sobre como pintar na tela sintética, suporte que introduziu na Pintura em 1984.


Oscar e Cidinha Araripe na Inauguração da Exposição Flores para Harvard, Harvard University.

Em 2021, a Congregação da FND e o CCJE da UFRJ aprovam a indicação de Oscar Araripe ao título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ.
Dezembro de 2021